O frasco ficou meses na prateleira do banheiro. Os glóbulos embaixo da língua, longe da escova de dente, longe da comida. Antes dele veio a fibra, o mamão, a água, e um laxante que ajudou no começo e depois pareceu parar de ajudar.
Você seguiu tudo à risca, e em algum momento percebeu que o cocô continuava duro e que a roupa continuava voltando suja da escola.
E sobra uma pergunta que você provavelmente não fez em voz alta: será que eu atrasei alguma coisa?
A resposta curta vem primeiro.
Sobre a homeopatia para constipação infantil: não existe hoje um estudo com grupo placebo que mostre a homeopatia funcionando em criança, e os poucos trabalhos que existem têm poucas crianças. A família raramente chega a ela por acaso: chega quando o tratamento anterior ficou pela metade. E um tratamento feito por inteiro costuma funcionar, inclusive na criança que já passou por muitas portas. O tempo que passou pesa, e não fecha essa porta.
Este texto explica por que o tratamento costuma parar no meio, o que um tratamento completo tem, o que os estudos de homeopatia mediram e com quantas crianças, de onde vem a receita homeopática, e por que o custo maior é o tempo.
A família chega à homeopatia quando o tratamento anterior pareceu não funcionar
Um estudo alemão de 2024 perguntou isso diretamente aos pais de crianças com constipação funcional. Entre as famílias que usavam alguma terapia complementar, quase metade usava homeopatia. O motivo mais citado foi o desejo de não deixar nenhuma opção sem tentar.
Na maior parte dessas casas, a constipação continuava apesar do tratamento convencional, e uma parte dos pais estava insatisfeita com os laxantes ou com os efeitos deles.
Em outras palavras, a homeopatia entra pela porta que o tratamento deixou aberta.
O que você queria estava certo: uma criança que faz cocô sem dor, e alguém que olhasse para ela com calma. A pergunta que vale fazer antes de procurar outra porta é outra: o tratamento anterior foi feito inteiro?
O laxante que “parou de funcionar” costuma ter sido usado pela metade
A constipação funcional é reconhecidamente subtratada, e a literatura sabe onde. Boa parte dos tratamentos deixa de funcionar por quatro motivos conhecidos, e eles estão no desenho do tratamento, raramente no remédio.
Começar o tratamento sem esvaziar o acúmulo
Quando há fezes acumuladas no reto, a primeira fase é esvaziar. Começar a manutenção por cima do que está parado é começar pela metade. A via clínica de constipação funcional pediátrica publicada em 2026 pela AGA e pela NASPGHAN diz que esvaziar antes leva a melhores desfechos.
Quantidade fixa da medicação, sem ajuste
A quantidade do laxante é um ponto de partida. Uma revisão italiana de 2024 descreve o ajuste contínuo, subindo ou descendo, guiado pela consistência do cocô mais do que pela frequência, até os sintomas cederem. Quando a quantidade fica fixa e baixa, o cocô não amolece o suficiente, a evacuação continua doendo, e a família conclui que o remédio não serve.
Parar cedo demais
A manutenção dura no mínimo dois meses, e só termina depois de pelo menos um mês sem sintomas; muitas vezes precisa continuar por meses ou anos. Uma revisão australiana de 2020 aponta a parada precoce como motivo importante de constipação refratária e de recaída. Os critérios de Roma V, de 2026, só chamam uma constipação de refratária depois de pelo menos três meses de tratamento apropriado. O cocô fica bom, a casa relaxa, o remédio sai, e o quadro volta a fechar. De fora, parece que o laxante “parou de funcionar”.
A explicação que faltou
Os critérios de Roma V dizem que a educação da família é tão importante quanto o remédio.
Sem entender por que o remédio precisa continuar, a família para, e é compreensível que pare. Numa revisão de 2020, a adesão medida num levantamento com 115 crianças foi de 37%. A via clínica de 2026 inclui na consulta a explicação sobre a segurança do laxante de uso prolongado, porque é ela que sustenta a adesão.
As quatro coisas têm o mesmo nome. Pressa.

Feito por inteiro, o tratamento anda, e leva o tempo dele
A constipação que chega “resistente a tudo” muitas vezes não recebeu um tratamento completo.
Num centro universitário brasileiro, as crianças encaminhadas ao serviço especializado chegavam com quatro anos e meio de sintomas nas costas, em média.
Quatro anos e meio é o tempo que uma criança leva para sair da creche e entrar na alfabetização. Quase um terço delas chegava à primeira consulta sem estar usando tratamento nenhum. A conclusão do próprio trabalho: muitos casos rotulados de refratários respondem a um plano de cuidado bem estabelecido.
Uma revisão italiana de 2024 juntou 14 estudos de seguimento, com 1.752 crianças tratadas. Metade estava recuperada e sem laxante depois de 6 a 12 meses, e cerca de mais 10% estava sem sintomas usando laxante. Em um a dois anos, a recuperação chegava a 58%. A mesma revisão registra que a demora entre o começo dos sintomas e a primeira consulta especializada está associada a menos remissão.
São números de grupo, e eles dizem duas coisas: o tratamento leva tempo, e o tempo de espera pesa. A revisão australiana de 2020 completa o quadro: cerca de três em cada quatro crianças com constipação funcional chegam à vida adulta sem os sintomas.
O que os estudos de homeopatia mediram, e com quantas crianças
Se você chegou até aqui querendo saber se a homeopatia funciona, esta é a parte que responde.
A diretriz europeia e americana de constipação funcional em crianças, de 2014, avaliou as terapias alternativas em conjunto, incluindo a homeopatia, e não encontrou estudo controlado com qualidade para recomendar.
A frase final foi votada por unanimidade: não recomendam o uso de tratamentos alternativos na constipação infantil.
Duas revisões sistemáticas de tratamentos sem remédio em crianças com constipação, uma de 2011 e outra de 2022, esta última com 52 ensaios clínicos, não encontraram nenhum ensaio de homeopatia.
Uma revisão de medicina tradicional e complementar na constipação infantil, de 2019, procurou em bases de vários países e encontrou uma única peça de homeopatia: uma série de casos, sem grupo de comparação, retirada de um trabalho sobre pacientes com deficiência intelectual.
O único ensaio clínico em crianças com constipação é indiano, de 2018, com 40 crianças, 20 em cada grupo. Ele comparou dois tipos de homeopatia entre si. Não houve grupo placebo, e todos sabiam o que estavam tomando. Os dois grupos melhoraram, e melhoraram igual. Esse desenho não consegue separar o efeito do remédio do efeito do tempo, da atenção e das orientações de dieta e de rotina que as duas turmas receberam.
Em adultos, a revisão Cochrane de homeopatia para intestino irritável encontrou dois estudos com a forma de predomínio de constipação. São dos anos 1970, com seguimento de duas semanas, e os próprios revisores classificaram a certeza como muito baixa.
Uma revisão de 2023 puxa para o outro lado. Ela reuniu seis meta-análises de homeopatia para qualquer doença, com ensaios publicados entre 1943 e 2014, e os autores concluíram que há efeito além do placebo.
Ela não traz nenhum estudo de constipação na infância. E a avaliação do Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da Austrália, de 2015, olhando o conjunto das doenças estudadas, concluiu que não há nenhuma condição de saúde com evidência confiável de efeito da homeopatia.
Traduzindo para a decisão de quem está na cadeira: de um lado, 40 crianças sem grupo placebo; do outro, uma diretriz que sustenta esvaziar, manter com laxante, ajustar e educar a família. Para a constipação do seu filho, a pergunta “a homeopatia funciona?” não tem estudo que a responda a favor.
Três coisas com o mesmo nome
“Tentei homeopatia” pode querer dizer três coisas. A consulta com o médico homeopata, que é especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 1980, longa e individualizada. O frasco pronto de farmácia vendido para “prisão de ventre infantil”, igual para qualquer criança e comprado sem consulta. E a tintura-mãe, que é o extrato da planta sem a diluição, com a substância dentro.
A diferença importa por segurança. O ensaio indiano usou tintura-mãe de hidraste (Hydrastis canadensis), uma planta que contém berberina. A berberina desloca a bilirrubina da albumina no sangue, e por isso a base de dados de medicamentos na amamentação da Biblioteca Nacional de Medicina americana recomenda evitar a exposição de recém-nascidos a essa planta. “Homeopático” no rótulo descreve um modo de preparo, e alguns desses preparos têm planta concentrada.
Por que a criança às vezes melhora mesmo assim
Talvez você esteja pensando na sobrinha que melhorou com homeopatia, ou no seu próprio filho, que teve uma fase boa. Isso acontece, e tem explicação.
A família costuma procurar uma porta nova no pior momento da constipação. E o pior momento é seguido de momentos menos ruins, com ou sem remédio. É o que a estatística chama de regressão à média, e é por isso que um estudo sem grupo de comparação vê melhora em quase qualquer tratamento.
A consulta longa também ajuda. A família sai com orientação de rotina e de alimentação, e a atenção baixa a tensão da casa, que pesa sobre uma criança que já segura por medo de doer. O que a consulta não faz é esvaziar um reto que está cheio. É por isso que a fase boa, sem o resto do tratamento, costuma não se sustentar.
O custo maior é o tempo com o reto cheio
Com a diluição alta, o glóbulo em si dificilmente faz mal. O custo está no tempo em que ele ocupa o lugar do tratamento.
A constipação funcional é um ciclo. A evacuação dói, a criança segura, o cocô fica mais tempo lá dentro, endurece e dói mais na próxima vez. O reto vai se distendendo, perde parte da sensação de que está cheio, e o escape na roupa aparece por transbordamento. Esse ciclo raramente se desfaz sozinho, e a demora pesa na remissão, como a revisão de 2024 registra.
Existe ainda a frase que chega em casa junto com o frasco. Um dos tratados usados para escolher o remédio descreve a criança que “se sente melhor quando constipada” e piora quando o laxante interrompe a constipação. Essa frase chega na cozinha como “o laxante está fazendo mal para ele”.
A via clínica de 2026 vai na direção oposta, com dado: não há sinal de perda de efeito com o tempo, de câncer de cólon ou de alteração da motilidade com o uso prolongado de laxantes estimulantes em crianças com constipação funcional, e explicar essa segurança aos pais faz parte do tratamento.
Se a homeopatia estiver sendo usada junto com o tratamento, conte a quem acompanha seu filho. A conversa fica melhor com tudo em cima da mesa.
Se você já tentou, o que muda a partir de agora
Se seu filho já passou por fibra, laxante e homeopatia, ele ainda é uma criança que pode responder a um tratamento feito inteiro. Boa parte das crianças encaminhadas como refratárias responde bem.
A ordem é conhecida, e quem conduz é quem acompanha a criança. Primeiro, esvaziar o que está acumulado. Depois, manter o cocô macio e a saída sem dor pelo tempo que a diretriz pede, com a quantidade revista nas reavaliações. Por fim, retirar devagar, com critério, e com a família sabendo o que é sinal de retorno.
Antes de tudo isso, alguns sinais pedem avaliação logo: sangue nas fezes sem fissura, vômito, barriga distendida, perda de peso ou ganho de peso parado, e sintomas que começaram no primeiro mês de vida.
Uma pergunta para levar à próxima consulta, seja ela com quem for: tem fezes acumuladas no reto dele agora? O resto do plano depende dessa resposta.

O que dá chance ao tratamento que começa agora
O que dá chance a um tratamento é o desenho dele.
Um cuidado conduzido tem fases nomeadas, e a família sabe em qual está. Tem plano por escrito, para a orientação não depender de memória. Tem reavaliações marcadas desde o começo, com critério dito em voz alta para separar a melhora de verdade da melhora que engana. E tem tempo de consulta para ouvir a família, porque a escuta faz parte do tratamento.
E a família alcança quem está conduzindo no dia em que precisa, sem esperar o retorno agendado. É no dia ruim que a dúvida vence e o tratamento para.
O tratamento leva meses, com reavaliações. Não se comprime o tempo de cuidado de uma criança sem comprometer o resultado.
Muitas famílias chegam aqui como último recurso. O trabalho é para que a próxima não precise chegar assim.
Se quiser entender se esse cuidado faz sentido para a sua família, conheça o Nosso Cuidado.
Perguntas frequentes
Homeopatia funciona para constipação infantil?
Não existe estudo com grupo placebo testando homeopatia em crianças com constipação funcional. O único ensaio localizado tem 40 crianças e comparou dois tipos de homeopatia entre si, e os dois grupos melhoraram igual. A diretriz europeia e americana de 2014 não recomenda tratamentos alternativos na constipação infantil.
Por que o laxante parou de funcionar no meu filho?
Na maior parte das vezes, o tratamento ficou incompleto: começou sem esvaziar o reto, a quantidade ficou fixa sem ajuste, o remédio saiu cedo demais, ou faltou a explicação de por que ele precisava continuar. Os critérios de Roma V só chamam a constipação de refratária depois de pelo menos três meses de tratamento apropriado.
Posso dar homeopatia junto com o tratamento da constipação?
Conte a quem acompanha seu filho o que está sendo usado. O risco principal é a homeopatia ocupar o lugar do tratamento enquanto o reto continua cheio. E tintura-mãe não é diluída: ela tem a planta concentrada, e algumas plantas usadas assim, como o hidraste, pedem cuidado especial em bebês.
Meu filho melhorou com homeopatia. Então funcionou?
A constipação tem fases, e a família costuma procurar uma porta nova no pior momento, que tende a ser seguido de momentos melhores com ou sem remédio. A consulta longa e as orientações de rotina também ajudam de verdade. Se o cocô volta a endurecer ou o escape volta, vale olhar se existe fezes acumuladas no reto.
A homeopatia é reconhecida pelo CFM?
Sim. A homeopatia é especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 1980, e o conselho reafirmou isso em 2023. O reconhecimento da especialidade regula quem pode exercer. A pergunta sobre o que funciona para cada doença se responde por estudo, e para a constipação infantil esse estudo ainda não existe.
Referências
As fontes deste texto, se você quiser conferir ou levar à consulta.
- Nelson J, Mayer S, Neininger MP, Lacher M, Gosemann JH. Complementary and alternative medicine (CAM) is frequently used by parents for the treatment of functional constipation in children. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2024;78(3):573-582. PubMed
- Rodriguez L, Ambartsumyan L, Baumgartner K, et al. American Gastroenterological Association-North American Society for Pediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition Pediatric Functional Constipation Clinical Care Pathway. Clin Gastroenterol Hepatol. 2026. PubMed
- Mulhem E, Khondoker F, Kandiah S. Constipation in children and adolescents: evaluation and treatment. Am Fam Physician. 2022;105(5):469-478. PubMed
- Di Lorenzo C, Saps M, Chumpitazi BP, et al. Lower and Biliary Disorders of Gut-Brain Interaction: Child and Adolescent. Gastroenterology. 2026;170(6):1367-1387. PubMed
- Vriesman MH, Koppen IJN, Camilleri M, Di Lorenzo C, Benninga MA. Management of functional constipation in children and adults. Nat Rev Gastroenterol Hepatol. 2020;17(1):21-39. PubMed
- de Campos GRC, Sandy NS, Lomazi EA, Bellomo-Brandão MA. Management of children with functional constipation referred to tertiary care. J Pediatr (Rio J). 2022;98(3):289-295. PubMed
- Tabbers MM, DiLorenzo C, Berger MY, et al. Evaluation and treatment of functional constipation in infants and children: evidence-based recommendations from ESPGHAN and NASPGHAN. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2014;58(2):258-274. PubMed
- Tabbers MM, Boluyt N, Berger MY, Benninga MA. Nonpharmacologic treatments for childhood constipation: systematic review. Pediatrics. 2011;128(4):753-761. PubMed
- Wegh CAM, Baaleman DF, Tabbers MM, Smidt H, Benninga MA. Nonpharmacologic treatment for children with functional constipation: a systematic review and meta-analysis. J Pediatr. 2022;240:136-149.e5. PubMed
- Paknejad MS, Motaharifard MS, Barimani S, Kabiri P, Karimi M. Traditional, complementary and alternative medicine in children constipation: a systematic review. Daru. 2019;27(2):811-826. A série de casos de homeopatia vem de Dolce Filho R, Homeopathy, 2006, incluída na revisão. PubMed
- Shaw KK, Ash G, Purkait R. Comparing the effectiveness of Hydrastis canadensis mother tincture against constitutional homoeopathic medicines in treatment of pediatric constipation: an open-label, randomized, exploratory, equivalence, pilot trial. National Homoeo Recorder. 2018;14(4):25-. Periódico não indexado no PubMed.
- Peckham EJ, Cooper K, Roberts ER, et al. Homeopathy for treatment of irritable bowel syndrome. Cochrane Database Syst Rev. 2019;9:CD009710. PubMed
- Hamre HJ, Glockmann A, von Ammon K, Riley DS, Kiene H. Efficacy of homoeopathic treatment: systematic review of meta-analyses of randomised placebo-controlled homoeopathy trials for any indication. Syst Rev. 2023;12(1):191. PubMed
- National Health and Medical Research Council. NHMRC Information Paper: Evidence on the effectiveness of homeopathy for treating health conditions. Canberra: NHMRC; 2015. Link
- Pires MV. Constipação intestinal crônica funcional na infância: uma abordagem homeopática. Monografia de especialização em Homeopatia, ALPHA/Associação Paulista de Homeopatia; 2017. Matérias médicas citadas: Vijnovsky 2014, Lamothe 1999, Brunini 1997, Borland 1995, Roux 2015, Tyler 2016; repertório: Ribeiro Filho 2014. Link
- Chan E. Displacement of bilirubin from albumin by berberine. Biol Neonate. 1993;63(4):201-208. Citada em LactMed, Goldenseal, National Library of Medicine. PubMed
- Conselho Federal de Medicina. CFM publica esclarecimento sobre a situação da homeopatia como especialidade médica. 27 jul. 2023. Link
- Fedele F, Fioretti MT, Scarpato E, Martinelli M, Strisciuglio C, Miele E. The ten “hard” questions in pediatric functional constipation. Ital J Pediatr. 2024;50:64. A associação entre demora e menor remissão vem de Bongers e colaboradores (2010), citada na revisão. PubMed
- Bolia R, Safe M, Southwell BR, King SK, Oliver MR. Paediatric constipation for general paediatricians: review using a case-based and evidence-based approach. J Paediatr Child Health. 2020. doi:10.1111/jpc.14720. PubMed
Material educativo. Não substitui avaliação médica individualizada.
Deixe uma resposta