Métodos de desfralde e constipação: qual escolher e quando mudar o plano

Ela já faz xixi no penico há algumas semanas. O cocô, não.

Na hora, pede a fralda, ou some atrás do sofá e faz de pé, com as pernas esticadas e o corpo duro. Vocês tiraram a fralda, voltaram, tiraram de novo.

Aí apareceu no seu celular um post sobre higiene natural, dizendo que tirar a fralda cedo previne constipação e xixi na cama.

E ficou a pergunta: será que eu escolhi o método errado?

É uma pergunta justa. A resposta tira um peso das suas costas e, ao mesmo tempo, muda o que fazer a partir de amanhã.

A resposta curta

  • Nenhum método de desfralde se mostrou melhor que os outros. Os estudos sobre higiene natural e constipação apontam para lados diferentes, e o único ensaio clínico feito até agora não encontrou diferença.
  • O que mais anda junto com a constipação no desfralde é o que a criança faz durante o processo: recusar o penico para o cocô, se esconder, pedir a fralda. E, na maior parte das vezes, o cocô duro ou a dor vieram antes dessa recusa.
  • Os métodos de desfralde foram pensados para uma criança que faz cocô sem dor. Quando aparecem sinais de retenção, o plano muda de natureza: primeiro o cocô deixa de doer, depois a criança volta a sentar no vaso sem cobrança, e só então a fralda do cocô sai.

Neste texto:

Os métodos de desfralde, lado a lado

Quase tudo o que circula com nome próprio (o desfralde em três dias, o de fim de semana, o “deixa ela pedir”) é uma variação de três jeitos de fazer.

O desfralde orientado pela criança

Descrito em 1962 pelo pediatra americano T. Berry Brazelton, é o mais conhecido. A família espera os sinais de que a criança está pronta: andar bem, ficar seca por algumas horas, entender pedidos simples, mostrar vontade de fazer sozinha.

Depois vai em etapas: sentar no penico de roupa, depois sem fralda, depois por conta própria. Elogio, sem castigo e sem pressa. É a base do que as sociedades de pediatria da América do Norte recomendam, a partir dos 18 meses.

O desfralde estruturado

Criado nos anos 1970 por dois psicólogos, Nathan Azrin e Richard Foxx, ficou famoso como o “desfralde em um dia”. É um treino intensivo: demonstração com uma boneca, bastante líquido para criar mais oportunidades, idas ao penico em intervalos curtos, elogio na hora e a pergunta “sua calça está seca?” no lugar de “quer fazer xixi?”.

As versões de hoje usam a estrutura com menos rigidez. Dela saíram o treino em pequenos grupos na creche, que num ensaio na Bélgica encurtou o tempo até a criança ficar sem fralda de dia, e o alarme de umidade na fralda, testado num estudo pequeno.

A higiene natural

Também chamada de comunicação de eliminação ou desfralde assistido do bebê. Começa nos primeiros meses de vida. A família aprende os sinais do bebê (se contorcer, fazer força, resmungar) e os horários em que ele costuma fazer (depois de mamar, depois de acordar), e o segura sobre um penico ou uma bacia, com o quadril dobrado, muitas vezes fazendo um som combinado.

Pode ser o dia todo ou só parte dele, com fralda de reserva. É prática tradicional em vários países, como a China e o Vietnã, e chegou ao Brasil pelas redes.

 Diagramas Metodos de desfralde. Comparação dos três métodos de desfralde, orientado pela criança, estruturado e higiene natural, com quando começa, como funciona e o que se sabe; nenhum se mostrou melhor, e os três partem de um cocô que sai sem dor.

Qual deles funciona melhor? Uma revisão sistemática feita por pesquisadores brasileiros reuniu os estudos sobre métodos de desfralde e concluiu que eles não foram comparados de frente: não dá para afirmar que um seja superior ao outro.

Até os sinais de prontidão variam. Uma revisão belga encontrou 21 sinais diferentes descritos na literatura, sem acordo sobre quais usar nem quantos.

A escolha do método, então, tem mais a ver com a sua casa (a rotina, a creche, quem cuida da criança durante o dia) do que com a ciência.

O que os estudos dizem sobre higiene natural e constipação

O post que você viu tem um fundo de verdade e um salto. Vale olhar estudo por estudo.

  • Os estudos que olharam para trás. Na China, uma pesquisa com 10.166 crianças de 4 a 10 anos encontrou problemas de bexiga e intestino em 1,4% das que começaram a higiene natural no primeiro ano de vida, contra 15,7% das que nunca praticaram. Uma revisão de 2025 reuniu 21 estudos sobre o tema: seis mostravam menos problemas de bexiga e intestino com a prática, e os próprios autores classificaram essa evidência como de risco sério de viés.
  • Um estudo brasileiro apontou para o outro lado. Em Pelotas, no Rio Grande do Sul, uma coorte acompanhou 4.231 crianças desde o nascimento. Ali, começar o desfralde antes dos 24 meses andou junto com mais constipação aos 2 anos, e essa constipação persistia aos 4.
  • O único ensaio clínico. Na Suécia, 271 bebês foram sorteados para começar a higiene natural entre 0 e 2 meses de vida, de uma a três vezes por dia, ou seguir com a fralda. Até os 9 meses, os problemas de intestino do bebê (cólica, dificuldade para evacuar, constipação) apareceram na mesma proporção nos dois grupos: 52% e 50%. Essas crianças continuam sendo acompanhadas até os 4 anos.
  • E a idade de começar? Nos Estados Unidos, 378 crianças foram acompanhadas dos 18 meses até o fim do desfralde. Começar o treino intensivo mais cedo não aumentou constipação, retenção nem recusa do penico. Mas, antes dos 27 meses, começar mais cedo também não fez terminar mais cedo: o processo só ficou mais longo.

Por que a higiene natural parece funcionar nos primeiros estudos? Famílias que escolhem esse caminho costumam ser diferentes em outras coisas também (rotina, alimentação, tempo em casa com o bebê), e um estudo que olha para trás não consegue separar o efeito do método do efeito da família.

Em 2025, um grupo internacional de especialistas em continência listou o desfralde tardio e o uso prolongado de fralda descartável entre os riscos que merecem mais pesquisa, para o cocô e para o xixi, e registrou que ainda faltam estudos de prevenção.

Juntando tudo: não há sinal de que a higiene natural faça mal. A revisão de 2025 não encontrou mais problemas com ela do que com o desfralde depois dos 18 meses. Que ela previna constipação ou xixi na cama, isso ainda não está demonstrado.

Se a sua filha já tem 2 ou 3 anos e o cocô travou, não existe um método que você deixou de escolher e que teria evitado isso.

O que de fato anda junto com a constipação no desfralde

Se não é o método, o que é?

Em 2025, um estudo com 1.218 crianças de creches da Bélgica perguntou aos pais o que aconteceu durante o desfralde:

  • uma em cada quatro crianças recusou o penico para o cocô;
  • treze em cada cem se escondiam para fazer;
  • quase dez em cada cem pediam a fralda.

Cada um desses comportamentos veio junto com uma chance cerca de três vezes maior de constipação, e maior ainda quando apareciam juntos.

A pergunta seguinte é a que muda a leitura da cena: o que vem primeiro, a recusa ou o cocô duro?

Um estudo americano respondeu acompanhando 380 crianças, com uma ligação para os pais a cada dois ou três meses, do início ao fim do desfralde. Uma em cada quatro passou a recusar o penico para o cocô. Entre as que recusaram e tinham cocô duro, em 93 de cada 100 o cocô duro apareceu antes da recusa. Com a dor, foi assim em três de cada quatro. E, quando o cocô duro era frequente, a recusa durou quase o dobro do tempo: nove meses, contra cinco.

Visto de dentro de casa, a criança que pede a fralda para o cocô parece estar regredindo, ou medindo forças com você. Na maior parte das vezes, ela está se protegendo de um cocô que já doeu. A recusa é o sinal que aparece; o problema começou um pouco antes, e em silêncio.

Um cuidado na leitura: se esconder para fazer cocô, sozinho, aparece também em crianças sem constipação nenhuma. O que acende a luz é quando o esconder vem junto com cocô duro, dor, pedido de fralda ou recusa do penico.

DIAGRAMA: Sequência no desfralde: o cocô endurece ou dói, o corpo aprende a segurar, e só depois aparece a recusa do penico; em 93 de cada 100 crianças com recusa e cocô duro, o cocô duro veio antes.

Por que o método não alcança a criança que já sentiu dor

Todo método de desfralde ensina uma habilidade nova: perceber a vontade, ir até o penico, soltar. Ele parte de um corpo que já sabe soltar.

A criança que já sentiu dor aprendeu outra coisa.

Na saída do intestino há dois músculos em forma de anel:

  • O de dentro abre sozinho, por reflexo, quando o reto enche e o corpo está tranquilo, no modo de descanso que comanda a digestão (o sistema nervoso parassimpático).
  • O de fora é voluntário: é ele que deixa a gente esperar até chegar ao banheiro.

Quando o corpo entra em alerta, por dor ou por medo (o sistema nervoso simpático), o de fora aperta e o de dentro relaxa menos.

Depois de algumas evacuações que doeram, apertar vira reflexo. O músculo que era da vontade passa a fechar sozinho quando a vontade chega, antes de a criança decidir qualquer coisa. Muitas vezes ela está com vontade, quer fazer, e não sabe como relaxar.

É daí que vêm as pernas esticadas, a ponta dos pés, o corpo escorado no sofá. Parece força. É o corpo segurando.

Por isso pedir mais esforço, mais tempo no vaso ou mais coragem não alcança o problema. Para um corpo nesse estado, o vaso virou o lugar onde dói, e nenhum método de ensinar a usar o vaso desfaz isso sozinho. Se quiser entender esse mecanismo com mais calma, escrevi sobre ele em Criança que segura o cocô: é físico ou emocional?

Quando há sinais de retenção, o plano muda

O que atrasa o cuidado sem ninguém perceber

Três coisas costumam ocupar os primeiros meses. As três nascem da mesma boa intenção, ajudar o cocô a sair, e as três seguram o problema no lugar enquanto o cocô ainda dói.

Tratar a dieta como se fosse o tratamento. Mais fruta, mais fibra, mais água: é a primeira orientação que a família ouve, e a primeira que segue. A alimentação importa, e entra como base. As recomendações de referência pedem fibra na medida da idade (a idade da criança mais 5 gramas por dia) e não encontraram ganho em ir além disso. Com o líquido é igual: o que conta é o suficiente, e todo líquido conta, suco e leite incluídos. Quando a meta de fibra não cabe no prato, um suplemento de fibra resolve sem transformar cada refeição numa disputa.

O que nenhuma quantidade de mamão faz é desfazer um reflexo de segurar. E o tempo pesa: nas diretrizes internacionais, cerca de 80% das crianças tratadas adequadamente no início do quadro estavam recuperadas em seis meses, contra 32% quando o tratamento demorou. São números de grupo e não dizem o que vai acontecer com uma criança. Dizem que esperar tem custo.

Dar prêmio pelo cocô. Adesivo quando faz no penico, festa quando sai. Para a criança que faz cocô sem dor, isso ajuda. Para a que tem medo, o prêmio que depende do cocô vira mais uma cobrança, e cobrança põe o corpo em alerta. As recomendações de referência pedem o reforço do comportamento (sentar, ficar, soltar o ar) e não do resultado.

Sentar cobrando enquanto ainda dói. Deixar no vaso “até sair”, voltar a cada meia hora, segurar a criança no lugar. Cada tentativa que termina em choro ensina ao corpo que o vaso é o lugar da briga.

O que você queria estava certo. O caminho é que não chega lá enquanto o cocô dói.

O outro plano: primeiro sem dor, depois sem medo

Na criança com sinais de retenção, o desfralde deixa de ser o treino de uma habilidade nova e passa a ser o trabalho de tirar o medo. O plano tem uma ordem.

  1. O cocô deixa de doer. Antes de qualquer treino. O alvo é o cocô tipo 3 ou 4 na escala de Bristol modificada para crianças (formado e macio, ou pastoso), sem choro, dia após dia. Quando a criança já está constipada, chegar aqui costuma pedir remédio. Há os que amolecem o cocô para que ele pare de doer, e os que deixam o estímulo de evacuar maior do que a criança consegue segurar. Qual entra, e por quanto tempo, quem decide é o médico que acompanha vocês, depois de ouvir a história da criança. O remédio cuida da parte física.
  2. Sentar no vaso sem cobrança. Uma ou duas vezes por dia, de 15 a 30 minutos depois de uma refeição, quando o intestino se movimenta sozinho. De 3 a 7 minutos, com os pés apoiados e algo para soprar (bolha de sabão, cata-vento). Penico primeiro; no vaso de adulto, redutor e banquinho. O prêmio vai para o sentar, saia cocô ou não. Se ela levantar antes, tudo bem: ninguém briga, e amanhã tem de novo.
  3. O cocô passa da fralda para o penico, em partes. A fralda para o cocô continua permitida. Primeiro ela faz na fralda, mas dentro do banheiro. Depois, de fralda, sentando no penico. Depois, sem a fralda. Esvaziar a fralda no penico com ela vendo ajuda a mostrar onde o cocô mora. Cada passo vem quando o anterior ficou fácil.
  4. O tratamento continua até o desfralde se firmar. As recomendações de referência só falam em começar a tirar o remédio depois de meses de cocô sem dor e, quando a idade pede, com o desfralde concluído. Parar antes disso está entre os motivos de recaída que a literatura descreve.
Escada do desfralde na criança com retenção: cocô sem dor, sentar no vaso sem cobrança, cocô na fralda dentro do banheiro, de fralda sentando no penico, sem fralda no penico.

O remédio deixa o cocô macio. A parte de casa é a que reensina o corpo a soltar, e ela se faz todo dia, por semanas, com a família do lado.

Pausar o desfralde sem sentir que voltou atrás

Pausar é tirar a cobrança do cocô. O xixi no penico, se já está indo bem, continua. A fralda para o cocô volta sem comentário e sem castigo.

É o que diz uma das recomendações de referência sobre desfralde: a criança que reluta em fazer cocô no penico deve poder continuar fazendo na fralda, justamente para não ficar constipada. Quando a recusa já virou briga, a mesma recomendação sugere uma pausa de um a três meses no treino, para a confiança entre vocês voltar.

Os critérios para pausar e para retomar estão detalhados em Seu filho está com o intestino preso? Então essa não é a hora de iniciar o desfralde. E, se a fralda ainda nem saiu e você quer evitar que o ciclo comece, o texto é Constipação no desfralde: como evitar que o ciclo comece.

Os sinais para mudar o plano

Vale trocar o treino pelo outro plano quando aparece um destes:

  • cocô duro, em bolinhas, ou grande demais para o tamanho dela;
  • choro, dor ou medo na hora de fazer;
  • pernas esticadas, ponta dos pés, corpo duro escorado num móvel quando a vontade vem;
  • esconder-se para fazer, junto com pedir a fralda ou recusar o penico para o cocô;
  • escape de cocô na roupa;
  • sangue no papel ou no cocô;
  • vários dias sem evacuar, com a barriga estufada.

Febre, vômitos, barriga muito inchada, perda de peso ou constipação desde as primeiras semanas de vida pedem avaliação médica logo, sem esperar o próximo passo do desfralde.


Por onde começar depende de onde vocês estão

O desfralde que deu certo costuma passar sem anúncio. Um dia a fralda do cocô fica na gaveta, ela larga o brinquedo, vai até o penico, volta e continua a brincadeira de onde parou. Ninguém perguntou, ninguém lembrou.

Até lá, a pergunta que separa os caminhos é uma só: como está o cocô hoje?

Ela não consegue fazer cocô, ainda sai duro, ou dói

O primeiro passo é a consulta: ouvir a história inteira, entender por que o cocô dói e montar o plano com começo, meio e fim.

O atendimento é on-line ou presencial.

O cocô já sai mole, e mesmo assim ela segura ou só faz na fralda

Escrevi o Sentar sem Medo para essa parte de casa. É um programa de seis semanas no celular: para você, o passo do dia em poucas linhas e o que fazer na hora em que ela segura; para ela, histórias e brincadeiras de soprar; e a passagem da fralda para o penico em degraus. Se ela toma remédio, ele continua com o médico de vocês, e o programa soma ao que vocês já fazem.

Cada criança tem o seu tempo, e nenhum programa ou consulta pode garantir o dela.

Dra. Carolina Supino cuidado em constipação infantil

Dra. Carolina Supino · MÉDICA · CRM-SP 135729 · Cirurgia Pediátrica · RQE 49179
Prática dedicada ao cuidado da constipação infantil.

Perguntas frequentes

Qual é o melhor método de desfralde?

Nenhum método se mostrou superior aos outros, porque eles não foram comparados de frente. O orientado pela criança, o estruturado e a higiene natural levam ao mesmo lugar quando o cocô sai sem dor. A escolha depende da rotina da família e da creche. Quando há sinais de retenção, o que muda é o plano, e não o método.

A higiene natural previne constipação?

Ainda não está demonstrado. Os estudos que olharam para trás mostram menos problemas de intestino nas crianças que praticaram, mas com risco sério de viés. Um estudo brasileiro encontrou mais constipação com o desfralde antes dos 2 anos. E o único ensaio clínico, feito na Suécia, não encontrou diferença até os 9 meses. Não há sinal de que ela faça mal.

Com que idade começar o desfralde?

As recomendações de referência sugerem começar a partir dos 18 meses, quando a criança mostra os sinais de prontidão. Num estudo que acompanhou 378 crianças, começar o treino intensivo antes dos 27 meses não fez terminar mais cedo: o processo só ficou mais longo. Na criança com constipação, a idade conta menos que o marco do corpo: o cocô saindo sem dor, dia após dia.

Devo dar prêmio quando meu filho faz cocô no penico?

Na criança que faz cocô sem dor, o elogio pelo resultado ajuda. Na criança com medo ou retenção, o prêmio vai para o sentar e o soltar o ar, saia cocô ou não. O prêmio que depende do cocô vira cobrança, e cobrança faz o corpo apertar.

Meu filho pede a fralda para fazer cocô. Devo deixar?

Sim. A fralda para o cocô pode ficar enquanto ele aprende, e as recomendações de referência pedem isso justamente para evitar que ele segure e fique constipado. A passagem para o penico vem em partes: a fralda dentro do banheiro, depois a fralda sentado no penico, depois sem ela.

Preciso parar o desfralde se ele está constipado?

Pausar a cobrança do cocô, sim. O xixi no penico pode continuar se já está indo bem. Primeiro o cocô deixa de doer, depois ele volta a sentar no vaso sem cobrança, e só então a fralda do cocô sai.

Referências

As fontes deste texto, se você quiser conferir ou levar à consulta.

  1. de Carvalho Mrad FC, da Silva ME, Moreira Lima E, et al. Toilet training methods in children with normal neuropsychomotor development: a systematic review. J Pediatr Urol. 2021;17(5):635-643. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34090792/
  2. Kaerts N, Van Hal G, Vermandel A, Wyndaele JJ. Readiness signs used to define the proper moment to start toilet training: a review of the literature. Neurourol Urodyn. 2012;31(4):437-440. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22396334/
  3. Van Aggelpoel T, De Wachter S, Neels H, et al. Implementing a new method of group toilet training in daycare centres: a cluster randomised controlled trial. Eur J Pediatr. 2021;180(5):1393-1401. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33230718/
  4. Vermandel A, Weyler J, De Wachter S, Wyndaele JJ. Toilet training of healthy young toddlers: a randomized trial between a daytime wetting alarm and timed potty training. J Dev Behav Pediatr. 2008;29(3):191-196. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18454042/
  5. Xu PC, Wang YH, Meng QJ, et al. Delayed elimination communication on the prevalence of children’s bladder and bowel dysfunction. Sci Rep. 2021;11(1):12366. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34117301/
  6. Hindmarsh C, Davis D, Atchan M. Assisted infant toilet training and bladder and bowel health: a global integrative review. Matern Child Health J. 2025;29(10):1366-1378. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40911121/
  7. Nilsson T, Leijon A, LoMartire R, et al. Assisted infant toilet training and the prevalence of functional gastrointestinal disorders up to the age of 9 months: a randomised, controlled trial. Arch Dis Child. 2026;111(3):238-244. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41249012/
  8. Mota DM, Barros AJ, Santos I, Matijasevich A. Characteristics of intestinal habits in children younger than 4 years: detecting constipation. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2012;55(4):451-456. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22383030/
  9. Blum NJ, Taubman B, Nemeth N. Relationship between age at initiation of toilet training and duration of training: a prospective study. Pediatrics. 2003;111(4):810-814. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12671117/
  10. von Gontard A, Mosiello G, Tarcan T, et al. What evidence do we need to improve the attainment of bladder and bowel control in children and prevent negative sequelae in adolescence and adult life? ICI-RS 2025. Neurourol Urodyn. 2026;45(5):869-878. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41630358/
  11. Naenen L, Van Aggelpoel T, Roelant E, et al. Specific behaviors of young healthy children during toilet training and their associations with functional constipation: a cohort study. J Dev Behav Pediatr. 2025;46(4):e383-e389. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40815791/
  12. Blum NJ, Taubman B, Nemeth N. During toilet training, constipation occurs before stool toileting refusal. Pediatrics. 2004;113(6):e520-e522. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15173531/
  13. Taubman B, Blum NJ, Nemeth N. Children who hide while defecating before they have completed toilet training: a prospective study. Arch Pediatr Adolesc Med. 2003;157(12):1190-1192. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/14662572/
  14. Di Lorenzo C, Saps M, Chumpitazi BP, et al. Lower and biliary disorders of gut-brain interaction: child and adolescent. Gastroenterology. 2026;170(6):1367-1387. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41713707/
  15. Rodriguez L, Ambartsumyan L, Baumgartner K, et al. American Gastroenterological Association-North American Society for Pediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition Pediatric Functional Constipation Clinical Care Pathway. Clin Gastroenterol Hepatol. 2026;24(10):2839-2851. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41935596/
  16. Gorodzinsky FP; Community Paediatrics Committee, Canadian Paediatric Society. Toilet learning: anticipatory guidance with a child-oriented approach. Paediatr Child Health. 2000;5(6):333-335. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20177551/
  17. Tabbers MM, DiLorenzo C, Berger MY, et al. Evaluation and treatment of functional constipation in infants and children: evidence-based recommendations from ESPGHAN and NASPGHAN. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2014;58(2):258-274. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24345831/
  18. Bongers ME, van Wijk MP, Reitsma JB, Benninga MA. Long-term prognosis for childhood constipation: clinical outcomes in adulthood. Pediatrics. 2010;126(1):e156-e162. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20530072/
  19. Lane MM, Czyzewski DI, Chumpitazi BP, Shulman RJ. Reliability and validity of a modified Bristol Stool Form Scale for children. J Pediatr. 2011;159(3):437-441. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21489557/

Material educativo. Não substitui avaliação médica individualizada.

Descubra mais sobre Dra. Carolina Supino

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo