A criança recebe o diagnóstico de TDAH. O pediatra prescreve o medicamento. Três meses depois, a mãe liga preocupada: a constipação piorou. Ou talvez ela já estivesse lá antes, esquecida no meio de tudo.
TDAH e constipação infantil aparecem juntos com mais frequência do que a maioria imagina. E essa combinação cria perguntas que poucas famílias conseguem responder claramente: o TDAH causa a constipação? O remédio piora o intestino? Se tratar o TDAH, o intestino melhora? Quando a criança se comunica pouco, as mesmas perguntas ficam mais difíceis de responder, e aí ajuda ler o comportamento como sintoma.
Este artigo responde a essas perguntas — com base na evidência disponível, sem simplificar o que ainda não está totalmente explicado.
Constipação é mais comum em crianças com TDAH?
A resposta curta é sim. A resposta completa é mais complexa.
Um estudo americano publicado na Pediatrics que acompanhou mais de 740 mil crianças encontrou que filhos com TDAH tinham 4,1% de prevalência de constipação e incontinência fecal, contra 1,5% em crianças sem o diagnóstico. Uma diferença estatisticamente relevante — e clinicamente significativa.
Uma revisão sistemática e metanálise publicada em 2025 na Scientific Reports consolidou dados de 11 estudos com mais de 3,8 milhões de pessoas. O estudo encontrou associação positiva entre TDAH e síndrome do intestino irritável (OR 1,63), e sinalizou que pacientes com TDAH relatam mais constipação e flatulência do que controles saudáveis. A associação de TDAH e constipação infantil isolada, no entanto, mostrou alta heterogeneidade entre os estudos — o que significa que a relação existe, mas ainda não está completamente explicada pela ciência.
O que não está em dúvida: crianças com TDAH merecem atenção especial ao intestino. Não porque constipação seja inevitável, mas porque o risco é real.
Por que crianças com TDAH têm mais problemas intestinais?
Não existe uma causa única. A ciência aponta para pelo menos quatro mecanismos que podem coexistir na mesma criança:
1. Comportamento e autorregulação
A criança com TDAH tem dificuldade de inibir impulsos e de organizar rotinas. Isso parece abstrato até você observar no dia a dia: ela está absorta em uma brincadeira, sente o sinal para evacuar — e ignora. Adia. Adia de novo. O sinal some. As fezes ficam mais tempo no cólon, perdem água, endurecem.
A dificuldade de autorregulação que é central no TDAH pode interferir diretamente na resposta ao reflexo de evacuação.
2. O eixo intestino-cérebro
O intestino tem seu próprio sistema nervoso — chamado sistema nervoso entérico — e se comunica bidirecionalmente com o cérebro. Alterações no sistema nervoso central, como as encontradas no TDAH, podem afetar a motilidade intestinal. A velocidade com que as fezes transitam pelo cólon pode estar reduzida em crianças com problemas de regulação neuronogênica.
3. O microbioma intestinal
O intestino abriga trilhões de microrganismos que se comunicam com o cérebro por uma via bidirecional chamada eixo intestino-cérebro. Quando essa microbiota está desequilibrada — uma condição chamada disbiose — o impacto vai além do intestino: pode afetar processos inflamatórios, a permeabilidade da barreira intestinal e até a função cerebral.
Uma revisão narrativa publicada em 2025 por Lewis et al. na Neuroscience sintetizou as evidências disponíveis sobre microbioma, neuroinflamação e TDAH. Os pesquisadores identificaram diferenças nas espécies de Bacteroides e Faecalibacterium em crianças com TDAH — dois grupos bacterianos críticos para vias do eixo intestino-cérebro. A redução do Faecalibacterium prausnitzii, em particular, compromete a produção de butirato e outros metabólitos anti-inflamatórios, favorecendo um estado pró-inflamatório intestinal.
O modelo proposto pelos autores é o seguinte: a disbiose reduz a integridade da barreira intestinal, o que permite a passagem de substâncias inflamatórias para a circulação sistêmica; essa inflamação, por sua vez, compromete a barreira hematoencefálica e resulta em neuroinflamação — com possíveis consequências sobre o funcionamento cerebral característico do TDAH. A alteração do metabolismo do triptofano — precursor da serotonina, neurotransmissor relevante tanto para o humor quanto para a motilidade intestinal — também aparece como um dos elos dessa cadeia.
Os próprios autores são claros quanto aos limites dessa hipótese: as evidências ainda são esparsas, os estudos são metodologicamente heterogêneos, e a pesquisa sobre microbioma no TDAH está em estágio inicial. Nenhuma intervenção baseada no microbioma é recomendada clinicamente para TDAH até o momento. O que a ciência indica é que essa é uma área promissora — não uma resposta pronta.
4. Alimentação e hábitos
Crianças com TDAH frequentemente apresentam padrões alimentares irregulares — refeições puladas, preferência por alimentos ultraprocessados com baixo teor de fibras, menor consumo de frutas e vegetais. Esses padrões favorecem a constipação de forma independente de qualquer mecanismo neurológico.
O medicamento para TDAH causa constipação?
Esta é a pergunta que mais famílias fazem — e merece uma resposta direta.
Os estimulantes usados no tratamento do TDAH, como o metilfenidato, podem afetar o trato gastrointestinal. Uma revisão sistemática e metanálise publicada em 2017 por Holmskov et al. encontrou associação entre metilfenidato e aumento da probabilidade de redução do apetite, perda de peso e dor abdominal. Os mecanismos incluem:
- Redução do apetite: menos comida ingerida significa menos volume de fezes e menor estímulo para evacuar.
- Efeito sobre a motilidade: estimulantes podem retardar o esvaziamento gástrico, causando sensação de empachamento, distensão e, em alguns casos, constipação.
- Diminuição da ingestão hídrica: crianças com o apetite suprimido tendem a beber menos líquidos, o que contribui para fezes mais duras.
Uma revisão sistemática publicada em 2023 por Nanda et al. no Cureus avaliou 13 estudos sobre os efeitos adversos dos estimulantes em crianças e adolescentes com TDAH. Os efeitos gastrointestinais foram documentados consistentemente — mas classificados como de intensidade leve a moderada na maioria dos casos.
O que isso significa na prática: se a criança inicia o estimulante e a constipação piora, o medicamento pode estar contribuindo — mas raramente é a única causa. Na maioria das vezes, havia uma vulnerabilidade intestinal preexistente que o medicamento tornou mais visível.
Nunca interrompa ou altere o medicamento sem orientação médica. Se houver piora gastrointestinal significativa após o início do estimulante, converse com o médico que acompanha o tratamento do TDAH.

Tratar o TDAH resolve a constipação?
Aqui está a resposta que mais surpreende famílias — e que mais importa clinicamente.
Não.
Um estudo clínico publicado no Archives of Medical Science avaliou 80 crianças com TDAH e constipação funcional simultâneos. O grupo que recebeu apenas tratamento para o TDAH obteve recuperação da constipação em apenas 5% dos casos. O grupo que recebeu tratamento para ambas as condições simultaneamente obteve 97,5% de recuperação.
A conclusão dos autores foi direta: em crianças com TDAH e constipação infantil funcional concomitantes, o tratamento do TDAH não influenciou a recuperação da constipação, e vice-versa. Cada condição exige seu próprio tratamento.
Isso tem implicações concretas para as famílias. Pais que esperam que o controle do TDAH resolva o intestino naturalmente tendem a atrasar o tratamento da constipação — e quanto mais tempo a constipação cronifica, mais difícil é o tratamento.
Quando as duas condições aparecem juntas, o tratamento fica mais difícil?
Sim. E é importante falar sobre isso sem criar alarme desnecessário.
A constipação em crianças com TDAH tende a ser mais desafiadora por razões práticas:
Dificuldade de adesão ao tratamento. O tratamento da constipação exige rotina — sentar no vaso sanitário após as refeições, tomar o laxante todos os dias, ajustar a dose ao longo do tempo. Crianças com TDAH têm dificuldade estrutural com rotinas, o que torna a adesão um desafio real para toda a família.
Resistência ao banheiro. A experiência anterior de dor ao evacuar cria medo e esquiva do banheiro. Em crianças com TDAH, esse padrão de evitação pode ser mais intenso e mais difícil de reverter sem apoio comportamental.
Comunicação mais difícil. Algumas crianças com TDAH têm dificuldade de identificar e verbalizar sinais corporais — incluindo a urgência de evacuar. Isso retarda ainda mais a busca pelo banheiro.
Isso não significa que o tratamento não funciona. Significa que o tratamento precisa ser adaptado, estruturado e sustentado por mais tempo — com orientação clara para a família.
Como o tratamento deve ser abordado quando há TDAH e constipação infantil juntos?
A resposta da ciência é integração, não sequência.
Não existe a lógica de “primeiro resolve o TDAH, depois cuida do intestino” — ou o contrário. As duas condições coexistem, se influenciam mutuamente e precisam de atenção simultânea.
Os princípios gerais do tratamento da constipação se mantêm: desimpactação quando necessária, laxante de manutenção por período adequado, modificação comportamental, educação da família. O que muda é a necessidade de adaptar as estratégias comportamentais à realidade de uma criança com TDAH.
Para a família:
Sinalize ao médico que cuida do TDAH que a criança também tem constipação — e ao especialista em constipação que a criança tem TDAH. A comunicação entre as equipes, ou a visão de um único profissional que compreenda as duas condições, faz diferença real no prognóstico.
Não abandone o tratamento intestinal quando a criança parecer estar melhorando. Recaídas são comuns, especialmente em períodos de mudança de rotina, estresse ou ajuste de medicação para o TDAH. Se o intestino do seu filho travou depois que a medicação começou, vale entender por que retirar o remédio costuma não resolver.
O banheiro não deve ser um campo de batalha. Quanto mais positiva for a experiência, maior a chance de a criança cooperar — e a cooperação é ainda mais importante em crianças com TDAH.

O que a ciência ainda não sabe — e por que isso importa
A relação entre TDAH e intestino preso é real. Mas os mecanismos não estão completamente elucidados, e os estudos têm heterogeneidade importante. A hipótese do microbioma é promissora — mas ainda em investigação. A associação com SII foi a mais consistente na metanálise de 2025; a associação específica com constipação funcional mostrou variabilidade entre populações e contextos.
Dito isso: a incerteza científica sobre mecanismos não invalida a certeza clínica. Crianças com TDAH têm mais problemas intestinais. Essas condições precisam de tratamento independente. E o tratamento integrado, quando bem conduzido, funciona.
Sinais de alerta: quando buscar avaliação especializada
Procure um médico especializado se a criança:
- Evacua menos de 2 vezes por semana
- Tem fezes muito duras, dolorosas ou com sangue
- Mancha a roupa com fezes (encoprese)
- Retém fezes visivelmente — cruzando as pernas, ficando na ponta dos pés
- Teve piora da constipação após início de medicação para TDAH
- Perdeu o controle intestinal que havia adquirido
Se a criança já tem TDAH diagnosticado e você observou qualquer um desses sinais, não espere para ver se melhora sozinho.
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Perguntas frequentes
Meu filho tem TDAH. Devo monitorar o intestino dele mesmo sem sintomas?
Sim. Uma avaliação de rotina dos hábitos intestinais faz parte do acompanhamento de uma criança com TDAH — especialmente ao iniciar ou ajustar medicação estimulante.
O metilfenidato piora a constipação?
Pode contribuir, principalmente pelos efeitos sobre o apetite e a motilidade. Se houver piora evidente após o início do medicamento, comunique ao médico prescritor. Há estratégias de ajuste que podem minimizar esse impacto.
Se eu tratar a constipação, o TDAH melhora?
A evidência disponível não sustenta essa relação direta. Crianças com mais conforto físico tendem a ter melhor regulação emocional — mas o tratamento da constipação não substitui o tratamento específico do TDAH.
Existe laxante que interfere com a medicação do TDAH?
O polietilenoglicol (PEG) sem eletrólitos, um dos laxantes mais usados em crianças, não tem interações conhecidas com metilfenidato ou outros estimulantes. Mas qualquer decisão sobre medicação deve ser tomada com orientação médica. Suplementos entram na mesma conversa: o que os ensaios encontraram sobre o ferro.
Quanto tempo dura o tratamento da constipação em uma criança com TDAH?
Tende a durar mais do que em crianças sem TDAH, exatamente pelas dificuldades de adesão e de rotina já descritas. O acompanhamento regular é fundamental.
Este artigo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individualizada.
Todas as afirmações são baseadas nos artigos científicos listados nas referências.
Referências Bibliográficas
[1] McKeown C, Hisle-Gorman E, Eide M, Gorman GH, Nylund CM. Association of constipation and fecal incontinence with attention-deficit/hyperactivity disorder. Pediatrics. 2013;132(5):e1210–e1215. DOI: 10.1542/peds.2013-1580 🔗 https://doi.org/10.1542/peds.2013-1580 🔗 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24167172/
Coorte retrospectiva com 743.939 crianças (4–12 anos) de sistema de saúde militar dos EUA. Crianças com TDAH apresentaram prevalência de constipação/incontinência fecal de 4,1% vs 1,5% nos controles. OR 3,21 (3,04–3,38).
[2] Ng RWY, Chen Z, Yang L, Wong OWH, Leung ASY, Tsui KW, et al. Association between attention-deficit/hyperactivity disorders and intestinal disorders: A systematic review and Meta-analysis. Scientific Reports. 2025;15:19278. DOI: 10.1038/s41598-025-04303-x 🔗 https://doi.org/10.1038/s41598-025-04303-x
Metanálise com 11 estudos, 3.851.163 indivíduos. Associação significativa entre TDAH e SII (OR 1,63 [IC 95% 1,45–1,83]). OR pooled para distúrbios intestinais em geral: 1,25 (IC 95% 0,75–2,07) — heterogeneidade alta (I² = 99%). Hipótese do microbioma como mecanismo de ligação.
[3] Bazmamoun H, Momeni A, Jahangard L, Asnaashari F, Pezeshki N. How common is attention deficit hyperactivity disorder (ADHD) in a cohort of children with functional constipation, and does ADHD treatment improve functional constipation? Archives of Medical Science. 2023;19(2):381–384. DOI: 10.5114/aoms/111841 🔗 https://doi.org/10.5114/aoms/111841 🔗 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36896301/
Ensaio clínico com 80 crianças com TDAH e constipação funcional simultâneos (n=2.090 crianças avaliadas). Frequência de TDAH em crianças com constipação funcional: 13,87%. Recuperação da constipação: 97,5% no grupo tratado para ambas as condições vs 5% no grupo tratado apenas para TDAH (p<0,001). Conclusão: cada condição exige tratamento independente.
[4] Nanda A, Janga LSN, Sambe HG, Yasir M, Man RK, Gogikar A, Mohammed L. Adverse Effects of Stimulant Interventions for Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD): A Comprehensive Systematic Review. Cureus. 2023;15(9):e45995. DOI: 10.7759/cureus.45995 🔗 https://doi.org/10.7759/cureus.45995 🔗 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC10629519/
Revisão sistemática (13 estudos, PRISMA 2020). Efeitos GI dos estimulantes: redução do apetite, dor abdominal, retardo do esvaziamento gástrico, flatulência, náusea. Holmskov et al. (incluído): metilfenidato associado a elevada probabilidade de redução do apetite, perda de peso e dor abdominal. Efeitos classificados como leves a moderados na maioria dos estudos.
[5] Holmskov M, Storebø OJ, Moreira-Maia CR, et al. Gastrointestinal adverse events during methylphenidate treatment of children and adolescents with attention deficit hyperactivity disorder: a systematic review with meta-analysis and Trial Sequential Analysis of randomised clinical trials. PLoS ONE. 2017;12(6):e0178187. DOI: 10.1371/journal.pone.0178187 🔗 https://doi.org/10.1371/journal.pone.0178187 🔗 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28575040/
Revisão sistemática de ECRs comparando metilfenidato a placebo. Associação com redução do apetite, perda de peso e dor abdominal. Sem diferença significativa por método, dosagem ou duração de uso.
[6] Akama F, Mikami K, Orihashi Y, Takase S, Hanawa K, Nishikawa K, et al. Psychiatric Features of Children with Chronic Functional Constipation: Focusing on Individuals with Autism Spectrum Disorder. Journal of Autism and Developmental Disorders. 2025;55:585–591. DOI: 10.1007/s10803-023-06228-8 🔗 https://doi.org/10.1007/s10803-023-06228-8 🔗 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38270781/
Estudo transversal + coorte (n=55). 73,3% das crianças com constipação funcional crônica tinham TEA. Duração média da constipação significativamente maior em crianças com TEA (69,8 vs 44,9 meses, p=0,029). Contextualiza o espectro neurodevelopmental mais amplo.
[7] Tabbers MM, DiLorenzo C, Berger MY, Faure C, Langendam MW, Nurko S, et al. Evaluation and treatment of functional constipation in infants and children: Evidence-based recommendations from ESPGHAN and NASPGHAN. Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition. 2014;58(2):258–274. DOI: 10.1097/MPG.0000000000000266 🔗 https://doi.org/10.1097/MPG.0000000000000266 🔗 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24345831/
Diretriz clínica conjunta ESPGHAN/NASPGHAN. Base para os princípios de tratamento da constipação funcional em crianças citados no artigo.
[8] Lewis N, Villani A, Lagopoulos J. Gut dysbiosis as a driver of neuroinflammation in attention-deficit/hyperactivity disorder: A review of current evidence. Neuroscience. 2025;569:298–321. DOI: 10.1016/j.neuroscience.2025.01.031 🔗 https://doi.org/10.1016/j.neuroscience.2025.01.031
Revisão narrativa. Sintetiza evidências sobre microbioma, inflamação e processos neurais no TDAH. Identifica diferenças nas espécies de Bacteroides e Faecalibacterium como táxons relevantes para vias intestino-cérebro. Propõe modelo de etiopatogênese envolvendo disbiose → inflamação sistêmica → barreira hematoencefálica comprometida → neuroinflamação. Os autores ressaltam que a evidência ainda é esparsa e metodologicamente heterogênea. Acesso aberto (Creative Commons 4.0).
Nota metodológica
Sobre o Ng et al. 2025: o OR pooled para distúrbios intestinais em geral não atingiu significância estatística (IC 95% inclui 1,0). A heterogeneidade foi muito alta (I²=99%). O único resultado significativo foi para SII especificamente. O artigo apresenta esses dados com fidelidade — a associação com constipação isolada é sugerida por estudos individuais (especialmente McKeown 2013), mas não consolidada na metanálise como um todo.
Sobre o Bazmamoun 2023: estudo monocêntrico conduzido no Irã, com tamanho amostral limitado (n=80 no ensaio clínico). Apesar dessas limitações, é o único ensaio clínico disponível que aborda diretamente a questão do impacto do tratamento do TDAH sobre a constipação.
Compilação: Dra. Carolina Supino | Cirurgiã Pediátrica Maio 2026
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